O blogueiro de Surfe da ESPN, Jake Howard, encontrou Kelly Slater poucos minutos após o nove vezes campeão mundial assumir a liderança do circuito 2010 e partir para sua maratona rumo ao possível 10° título mundial. Leia a seguir os pensamentos de Kelly Slater e sua opinião sobre suas chances de se tronar campeão mundial em 2010.

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Slater passeou em San Clemente, as águas de Lower estavam a seu serviço, até tubo, que é raro no local, mostrou as caras durante a competição.
Foto: Sean Rowland/ASP
Jordy Smith está sobre pressão: Eu achava que ele estava começando a sentir a pressão. Mas um cara que consegue surfar aquela onda contra Brett Simpson não pode estar sob pressão. Foi uma onda muito técnica. Você não consegue surfar daquele jeito se tiver pensando em outra coisa. Ele surfou muito bem.Foto: Sean Rowland/ASP
O que os juízes estão olhando: Eu andei conversando com três Head Judges (Chefes de Juízes) e nós olhamos alguns vídeos juntos. Nós olhamos diversas ondas juntos – ondas minhas, ondas do Owen (Wright), ondas do Dane (Reynolds) e ondas do Jordy (Smith) – e nós falamos do critério de julgamento, sobre as notas e sobre o que eles estão esperando de nós, então, consegui entender melhor tudo isso.
Depois de olhar para as imagens e para as notas, pude entender de onde eles têm tirado os pontos. Eu acho que eles gostam daquele surfe limpo, na parte limpa da onda. Eu e o Bede (Durbidge) gostamos de grandes rasgadas, mas eu estava tentando ficar mais técnico no começo da competição, ficando no “pocket”, desenhando bottom turns e aí indo para batidas retas, meio dia no relógio.
Os juízes não pareceram estar gostando disso, parece que eles querem ver manobras fortes na parte lisa da onda. E aí quando você chega na sessão certa você pode mandar um aéreo ou chutar a rabeta.
Pegar um tubo em Lowers: A coisa mais engraçada é que pegar um tubo aqui não é a coisa mais difícil do mundo. Não é uma onda perigosa. É relativamente fácil e tranquilo passar pelo lip, se você tiver que fazer isso, mas a onda que eu peguei rodou um tubo que pude ficar em pé. Foi um tubo “top-to-bottom” e eu passei por todo ele, com algumas viradas e bumps. Fiquei impressionado como foi uma onda boa.
Desenhar e vencer com uma prancha feita por você mesmo: Não fui eu que fiz a prancha, mas fui eu que a desenhei no computador. É a primeira prancha que eu faço o desing do começo ao fim, então é muito legal vencer com ela.

A última vez que Slater foi carregado em Trestles (2009) ele abraçou duas etapas depois o 9° título mundial. A pergunta agora é se Trestles marcou o início para valar a corrida de Slater ao deca.
Foto: Kirstin/ASP
Ficar precisando de uma combinação: Tem duas maneiras de se olhar para isso: a primeira é que pode ser uma coisa de tempo, você não pegou ondas no começo da bateria e seu adversário pegou várias. A outra coisa é o cara pegar as ondas deles e tirar boas notas e você ficar tentando só fazer coisas malucas. Provavelmente você não vai conseguir, e as chances de você se dar mal aumenta.Foto: Kirstin/ASP
Sabe, o negócio é garantir boas ondas e depois arriscar tudo. Claro, que se você precisar de um 9, terá que arriscar tudo independente de qualquer coisa, mas você não pode mudar a sua estratégia no meio da bateria, da competição, para se adaptar ao que você acha que os juízes estão querendo.

O molho da vitória - Trestles pagou para Slater a maior premiação do ano em uma competição de surfe 105 mil dólares
Foto: Sean Rowland/ASP
Semifinal com o atual campeão mundial Mick Fanning: Para ser sincero, eu fiquei muito chateado depois desta bateria. Eu comecei com uma boa onda e depois quando eu estava com a prioridade entrou aquela série maior. Eu estava muito atrás no pico com a prioridade quando eu vi o Mick um pouco mais embaixo já quase na onda. Foto: Sean Rowland/ASP
Parecia que ele ia pegar uma onda muito boa, então eu achei que eu ia ter que ir nela e tentar passar a sessão até a parte lisa. Ele me viu dropar a onda, mas eu logo me dei conta de que eu estava muito fundo mesmo e sai dela, eu sabia que os juízes não dariam interferência para ele, mas o Mick ficou bravo. Ele chegou falando: “Oh, você estava tentando me colocar uma interferência... isso é bem bacana...”
Isto mudou toda a vibe na água, e eu acho que desconcentrou o Mick. Isso é bom para você como competidor, mas a galera está na praia para ver um show de surfe, e eu não quero fazer as coisas dessa maneira. Eu quero ajudar o show acontecer, então eu fiquei bem chateado.
A melhor parte de surfar Trestles: Não sei como os locais não entraram na água e rabearam a gente. Se eu fosse um local que surfasse aqui todos os dias eu me sentiria mal sentado para assistindo a competição em condições tão boas.
Quanto vencer o seu 10° Título mundial: Ainda tenho muito trabalho pela frente.
VÍDEO: Imagens da vitória de Slater em Trestles

O sorriso na cara de Kelly mostra que vencer em Trestles é muito mais do que apenas vencer uma etpa do WT.
Foto: Sean Rowland/ASP
Foto: Sean Rowland/ASP
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Ainda tenho muito trabalho pela frente. | ||
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Em Trestles, Slater explorou diferentes abordagens as ondas, batalhou por boas notas e superou nomes como o campeão de 2009, Mick Fanning.
Foto: Kirstin/ASP


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